Friday, March 10, 2017
Nonô e suas bolinhas
Como enfrentar a dor do vazio. Eu ando pelo jardim, a Nini me seguindo, e tudo o que vejo é a presença tão dolorosamente ausente dele. O topo da churrasqueira de cimento, de onde ele observava tudo, o telhado de onde ele miou muito um dia porque não conseguia descer (o Olivier teve que ir buscá-lo), o cantinho sob o pinheirinho que ele usava como banheiro e fazia uma bagunça jogando folhas para cima da grama. O Olivier reclamava e eu dizia, não briga com ele, senão ele vai ficar obstipado... 😔
Meu gatinho Nonô, que adorava subir nas árvores e esperava que o Olivier viesse provocá-lo para que ele revidasse com a patinha. Nonô não usava as garras, ele não arranhava (às vezes acontecia, por acidente) e não mordia, mas mordiscava, delicadamente. Ele sabia brincar. Era o melhor jogador de voleibol do pedaço... 😄 Nem sei como começou, mas ele tinha suas bolinhas preferidas e era excelente no jogo. Assim que via a bolinha, se colocava numa posição ideal, seja em cima de uma cadeira, de uma mesa, do seu banco no alto das escadas, e esperava que jogássemos a bolinha. Ele adorava jogar com as bolinhas. Levamos para que ele a visse nos seus últimos momentos nesse mundo... meu pobre gatinho. No seu sofrimento nada podia aliviá-lo. Talvez seja por isso que sofro ainda mais, porque ele não se foi na paz, a paz só chegou com o último medicamento que o anestesiou. 😢
O que nos consola é que o Nonô foi um gatinho muito, muito feliz!
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